
Quem é aquele que de longe vem
Que te olha com os olhos que você não vê
Que te assusta sem fazer nada
E de nada fazer apavora-te
Observa-te e desaparece
E deixa-te sozinho em teu quarto
No desalentado silêncio da noite
Volta apenas para tornar a observar-te
Em seus sonhos
Naqueles em que se ainda está acordado
Você o ouve, entende suas ofensas
O odeia como odeia o demônio,
Mas como o demônio, ele sempre estará lá
Leva-te ao sonho, quase a força
Joga-te na escura frincha de teus pesadelos
Nos piores,
Naqueles se você já havia visto
Quando acordado
E tentara esconder-los nos sonhos
Quem é aquele que lhe ofende com verdades
E rasga tuas mentiras
Deixando-o nu, frágil
Como o covarde que és
Que desmente tuas glórias
E esfrega-lhe os teus fracassos
Não no rosto, no coração
Que não teme tuas ameaças
E retruca-te com um espelho
Que reflete além das ilusões
As quais você desejara ser
Quem é aquele que para,
Como assombrado,
Depois te devora o brio, o brilho
Quem é aquele que te mais julga
Quem é aquele que mais te desnuda
Quem é aquele que mais te pune
Quem é aquele que mais te defende
Que mais chora por ti,
Que mais mente de ti
Que mais te ama
Que mais te odeia
E que fadado a ser o único que realmente sabe
Aquilo que você mais tenta esquecer,
Redesenhar e reescrever
Aquele que é seu acusador, júri, juiz e punidor
Será ninguém menos que...

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