terça-feira, 6 de julho de 2010

OLHANDO PARA O ABISMO

OLHANDO PARA O ABISMO



Perdido, completamente.
Não tenho desculpas para o que fiz
Sinto até vergonha

Troquei o futil prazer
Um prazer infantil
Que agora me pune
E joga em minha cara que de nada valeu

O gosto é amargo
Tento sentir pena de mim
Sinto vergonha
Tento arranjar desculpas para mim mesmo
Mais vergonha

Queria ficar do jeito que estou
Mas sei que é ridiculo
Queria acabar com tudo
Bom, sou um covarde

Peguei um pássaro, o predi e estou vendo-o morrer
Ele não morreu
Mas já quero pegar outro
Que, talvez vá morrer também

Queria ser igual aos outros
Queria sentir-me bem comigo
Queria que o sorriso sõ não fosse da máscara
E as frases já não estivessem escritas
...
Em um discurso em branco


______________________________

Vejo os outros crescerem
Aqueles que já vi com a minha idade
Olho para essas crianças
E as invejo como adultas
Por serem mais adultas
Do que essa criança

Não quero,
Mas vou.
Queria que não
Mas, eu tendo a fazer isso
Com todos que estão aqui
Vou decepciona-los


Já é tarde, tenho o que fazer
Não tenho o que fazer
Gostaria de ter
Ter que gostar do que tenho à fazer

Boa noite, boa sorte
Tenho sorte
Mas, à tempos
Não tenho uma boa noite

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