sábado, 23 de novembro de 2013

Minha Noite




Ah, a minha noite,
Companhia dos sonhos
Tal qual uma confidente
Perpétua e simples
E jamais indiferente

Ah, a noite
quanto os sonhos parecem lúcidos
Quando o cansaço é irrelevante
Quando o pensamento é lúdico
E o destino não tão distante

Ah, as noites,
Que me socorrem no perdido
E me acalentam no sozinho
Que não me dão por um iludido
Nem julgam meu caminho



Ah, a noite,
Que toma os medos como seus
E os coloca diante de ti.
Que reluta a partir sem mostrar
Que nem tudo se perdeu ali.
Que não julga.

Que na sombra distorce o ego
Sem mostrar sua face.
Que na escuridão esconde o medo
Antes que a coragem se estilhace.
Minha fuga.

Minha noite,
Que parte e desvanece
Volta quando me convém.
Minha companheira e consorte
Meu vício de ninguém.









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