sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ilusão do Sorriso

Ilusão do Sorriso

Sonho acordado como se fosse o único

Com um sorriso estalado, me sinto sínico

Ignoro os problemas como um antipático

Mas no fundo me agarro em sonhos ilícitos


Me divago em ilusões como uma criança

Tanto para preencher minha confiança

Meu vicio nesse presente sádico

Meu sadismo é só o que entregarei de herança


Sou aquilo que não existe

E que desiste de tudo que sou

Meu futuro não está naquele que insiste

E sim no que visse aquilo que deixou


Trago o doce que sei do veneno

E engreno no definhar

Definho de tanto que alieno

E aceno para todo meu pesar


E no fim engano-me da felicidade

Que por pura afinidade deixei de acreditar

Desisto da formalidade

De ter a felicidade também fora do sonhar

É sempre Agora


É Sempre Agora


A vida esta agora

Vinda como um viajante

Junto a nós

Em nosso futuro distante


Se você não liga
Para as coisas que acontecem ocasionalmente

Não minimamente valoriza

Da vida, as surpresas latentes

Que sempre estarão lá

Para um dia nos encontrar

Por orgulho, ou decepcionar

Bem ou mal, nos fazer chorar


Abra seus olhos

O passado da vida não está mais te acompanhando

Acorde agora para continuar sonhando

E sinta agora para continuar amando


Venha e veja

Nosso dogma é uma mentira

Cantadas por bêbedos e perturbados

E por mais que inquira

Sempre estarão alucinados


Respire fundo

Deixe entrar esse calor

Abra os braços para todo este mundo

Sinta o quão devassador

È apenas chorar lá no fundo


A vida esta agora

Vinda como um viajante

Partindo junto a nós

Em nosso futuro distante


Se você entende
As coisas que acontecem ocasionalmente

Toma e prestimiza

Da vida, as surpresas latentes

Que já não estarão lá

Para um dia nos lembrar

Por orgulho, ou menosprezar

Bem ou mal, nos lembrar de chorar

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quem


Quem é aquele que de longe vem

Que te olha com os olhos que você não vê

Que te assusta sem fazer nada

E de nada fazer apavora-te

Observa-te e desaparece

E deixa-te sozinho em teu quarto

No desalentado silêncio da noite

Volta apenas para tornar a observar-te

Em seus sonhos

Naqueles em que se ainda está acordado

Você o ouve, entende suas ofensas

O odeia como odeia o demônio,

Mas como o demônio, ele sempre estará lá

Leva-te ao sonho, quase a força

Joga-te na escura frincha de teus pesadelos

Nos piores,

Naqueles se você já havia visto

Quando acordado

E tentara esconder-los nos sonhos

Quem é aquele que lhe ofende com verdades

E rasga tuas mentiras

Deixando-o nu, frágil

Como o covarde que és

Que desmente tuas glórias

E esfrega-lhe os teus fracassos

Não no rosto, no coração

Que não teme tuas ameaças

E retruca-te com um espelho

Que reflete além das ilusões

As quais você desejara ser

Quem é aquele que para,

Como assombrado,

Depois te devora o brio, o brilho

Quem é aquele que te mais julga

Quem é aquele que mais te desnuda

Quem é aquele que mais te pune

Quem é aquele que mais te defende

Que mais chora por ti,

Que mais mente de ti

Que mais te ama

Que mais te odeia

E que fadado a ser o único que realmente sabe

Aquilo que você mais tenta esquecer,

Redesenhar e reescrever

Aquele que é seu acusador, júri, juiz e punidor

Será ninguém menos que...