segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Alguma Chance


Alguma Chance

Quais as chances que eu tenho?
de vencer você?
Quais as chances que eu tenho?
de nada mais temer?

Dormir é a hora de mais perigo
Mas ficar queto eu já não consigo
Minha cama já não é mais meu abrigo
Minha derrota já não é mais meu castigo


Que chances eu tenho
de seguir em frente?
Que chances eu tenho
de ser alguem descente?

Não me mande ficar queto
mesmo que eu não esteja certo
Ouça e aprenda
E jamais se arrependa

O arrependimento é a lâmina
mais gelada
Corta e fere
deixa a mente marcada

Quais as chances que eu tenho
de calar você?
Quais as chances que eu tenho
de nunca mais te temer?

O poço já esta bem fundo
Já dá para me esconder do mundo
O fundo já está bastante escuro
Já dá para construir o muro
Eu já não vejo nada
Já não me arrependo de nada
Eu já não sinto nada
A angustia já não é tão amarga

Que chances eu tenho
de me calar?
Que chances eu tenho
de não querer mais falar?

A labuta virou uma pedra
que eu não quero tirar do meu sapato
A luta virou um martirio
Eu prefiro fugir como um rato

Que chances eu tenho
de sair desse esquema?
Que chances eu tenho
de terminar o poema?

Um comentário:

  1. Orra Ivan , este poema é de sua autoria ?
    Se for parabéns... mandou muito bem !
    []'s
    Pleffer.

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