domingo, 20 de dezembro de 2009

Dor de Verdade




Dor de Verdade

E agora?
De que adianta pensar no passado?
De que adianta esquecer o que foi falado?
De que adianta não olhar o que foi desviado?
De que adianta não morrer depois do tiro dado?

Dói, saber que tudo
perece não valer nada
Saber que nas costas
a faca foi cravada
Saber que até a paixão
pode ser enganada.

Estou dividido entre dois caminhos
Tenho medo de em ambos andar sozinho
Ser trocado quando acarinho
Ser trocado por um sentimento mesquinho

Eu estou cansado
Não precisava disso nesse momento
Me sinto pesado
E trincado por esse sentimento.





Eu não sei o que significa "Adeus"
Mas também não sei o que significa "Perdão"
No momento.... eu não sei mais nada.

domingo, 29 de novembro de 2009

Acreditar




"As vezes as pessoas merecem mais que a verdade, merecem ter sua fé recompensada."


É esse o pilar que me sustenta atualmente, e é esse mesmo pilar que me erguerá ao triunfo...

...ou a mais sofrida queda.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Alguma Chance


Alguma Chance

Quais as chances que eu tenho?
de vencer você?
Quais as chances que eu tenho?
de nada mais temer?

Dormir é a hora de mais perigo
Mas ficar queto eu já não consigo
Minha cama já não é mais meu abrigo
Minha derrota já não é mais meu castigo


Que chances eu tenho
de seguir em frente?
Que chances eu tenho
de ser alguem descente?

Não me mande ficar queto
mesmo que eu não esteja certo
Ouça e aprenda
E jamais se arrependa

O arrependimento é a lâmina
mais gelada
Corta e fere
deixa a mente marcada

Quais as chances que eu tenho
de calar você?
Quais as chances que eu tenho
de nunca mais te temer?

O poço já esta bem fundo
Já dá para me esconder do mundo
O fundo já está bastante escuro
Já dá para construir o muro
Eu já não vejo nada
Já não me arrependo de nada
Eu já não sinto nada
A angustia já não é tão amarga

Que chances eu tenho
de me calar?
Que chances eu tenho
de não querer mais falar?

A labuta virou uma pedra
que eu não quero tirar do meu sapato
A luta virou um martirio
Eu prefiro fugir como um rato

Que chances eu tenho
de sair desse esquema?
Que chances eu tenho
de terminar o poema?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Derribo Inconsiente


Derribo Inconsiente

"Quando será?"
"-Domingo"
"Você está nervoso?"
"-Mais ou menos"
"Acho que você está nervoso"
"-...."
"E se você não conseguir?"
"-Eu VOU conseguir"
"Mas, e se não conseguir, o que você fará?"
"-Eu vou conseguir, não quero pensar na outra hipótese"
"Você está confiante, isso atrapalha"
"-Melhor alguém confiar em mim"
"Eu confio, só acho que você poderia ter se dedicado mais, talvez você não mereça"
"-Se eu merecer, eu passo, se eu não merecer eu não passo, vamos ver no que que dá"
"Saiba que se você não passar terá que se virar ano que vem"
"-Eu sei..."
"E todo mundo vai falar que você poderia ter passado se estivesse se dedicado mais"
"-Eu sei..."
"Você acha que se dedicou?"
"-Do meu jeito."
"Você não sabe o que é se dedicar"
"-Talvez você nao acredita que eu tenha me dedicado, você apenas acha..."
"Eu conheço você, você não se esforçou"
"-...."
"Vai acabar não passando... etc..etc...etc.."
"-..."


Apoiar alguém é diferente de se apoiar em alguém.

Quando você apoia alguém, você a ajuda subir e não coloca mais peso para que ele afunde.

Posso não ser o mais batalhador dos candidatos
Não fiz todos os sacrificios possiveis, fatos
Não tornei rotineiro meus dias, chatos
Não construí um pilar confiante, fato
Mas, não jogue fora minhas tardes vazias
Não esteriotipe eu com mentiras
Não julgue minhas atitudes indevidas
E não esqueça de minhas pertinências perdidas

Não corrompa meu ideal
com seu desgasto
Não me serque
pelo seu muro devasto
Não me serque
pelo seu falar nefasto
Não faça seus sonhos
O meu carrasco

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Sorriso da Mascara


O Sorriso da Mascara



Faz horas que olho para o teto
E o caminho não sai de minha mente
Faz dias que penso nisso
Faz tempos que não me sinto decente

"Tragar a dor, engolir a labuta"
Quem sou eu para fugir da luta?
Tragar o rancor, engolir o veneno
Quem sou eu para me sentir pleno?

Saber que o ato
é um ato vil
E saber que o fato
de fato existiu
E o desespero me deixa calmo
Se não estou calmo, caio em desespero

Fadada, a porta só tranca
Lacrada, está a nossa esperança
O gemido torna-se comum
do sofrimento de qualquer um
Nos passos rápidos
Mantenho a minha frieza
No olhar apertado
Mantenho a minha indiferença

E quem pudera superar todo esse peso
E da trama toda sair todo ileso
E quem quisera que tudo mudasse
E quem não temera que a felicidade calasse
E quem acredita que se é livre
E quem se livra de ser mais outro triste

O sorriso no rosto
Já é indesejavel
Frio, rígido
É inabalavel
A alegria fria
que esconde a tristeza
O sorriso calado
Quem não nutre alguma gentileza
O sorriso Morto
desenhado na máscara
para nos esconder
Dessa sociedade bárbara



"Você usa tanto uma mascara que, acaba esquecendo de quem você é."

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Triste Despedida I


Triste Despedida I

A sensação é vemente
mas é aguentada calada
O desanimo já está aparente
E eu já não tenho a mesma alçada

Quem me dera que eu pudesse ficar
Mas hoje já sinto que não é o meu lugar
Quem me dera já pudesse falar
Mas alguns amigos ainda terão de esperar.

Aprendi, eu ri
Me diverti mais do que devia
Errei e muito ouvi
Já não está da forma que eu gostaria.

Sinto um aperto no peito em pensar
que meus dias estão contados
Mas a cada um desses dias que passa
Cada vez passam mais desgastados

As veze spenso em ficar, até
e por que não, fazer daqui o meu lugar
Não estou cansado do jeito que ele é
E sim desse mal estar.

Muitas pessoas
eu nutro uma grande consideração
E respeito tanto,
Que saio em sua consideração

Ambos já estamos saturados
E cansados de tudo que anda acontecendo
Ambos queriamos estar juntos
Mas acho que já não estou mais querendo

Os dias se vão
O tempo já está passando
E para minha felicidade e desgosto
O dia já está chegando.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Grande Batalha


A Grande Batalha

"Bem Vindo, Meu caro amigo
Chegou a tempo
para o espetaculo presenciar
As conrtinas estão fechadas, o palco vazio
Ouçam o que eu vou lhe falar."

"Vejo que está ancioso
Compriendo o seu sentimento
É o espetaculo do ano
Fique de olhos bem atentos"

As conrtinas se abrem
Os atores estão quase em cena
As luzes se acendem
A casa está cheia

"Que entre o primeiro astro"
É frio, o olhar do carrasco.
Ele olha todos os condenados
Ja vizualisa os piores desastrados.

O maldito fala coisas
que todos da platéia ja sabem
Quando diz o tempo da execussão
Suas infelizes bocas se abrem.

"Que entre a grande estrela
nos dê o prazer de sua preseça"
É um monstro branco, misterioso
Que garrega a nossa sentença.

Queto, no canto
O monstro parece inofensivo.
O carrasto torna a falar
Sobre o momento decisivo.

O momento em que a fera terá de ser domada
Ou a vencemos com coragem
Ou a vida será desperdiçada

"Que entre a vítima,
Ou melhor, o último ator.
Espero que nos surprienda
seja lá quem for"

O monstro monstra sua cara
E eu, a vítima, minha arma.
Quem sairá vencedor?
Espero que eu surprienda,
seja lá como for.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Outra Engrenagem


Outra Engrenagem

Não seja uma folha no vento
Que voa mais do que as outras e
se perde para sempre

Não seja a primeira gota da chuva
Que cai sozinha
E não desaparece na água corrente

Não seja a ovelha negra
Que foge do rebanho
e tem atos inconsequentes

Não seja o borrão na tela
Que se destaca sozinho
E tira o sinconismo da mente

Não seja o lobo solitario
Que caça sozinho
E mais assusta a gente

Seja parte do quebra-cabeça
Um tijolo no muro
Uma formiga no formigueiro
Outro coração puro

Seja uma banana do cacho
Peça da linha de montagem
Outro pássaro na gaiola
Uma importante engrenagem

Seja parte do todo
Isento a escusa
Vital para essa máquina
E insignificante para quem a usa

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Bom dia?


Bom dia?

As vezes queria estar largado
Caído, no chão, estirado.
As vezes sinto que o pilar que sustenta meu ânimo
é feito de areia
E basta uma marola que tudo irá se desfazer

As vezes acordo e me arrependo de não ter sonhado mais
E levantar e fazer aquilo que todo mundo faz.
As vezes um "Bom dia" parece irônico
ou até uma gozação de alguém
Procuro e tento
mas esse "Bom dia" não vem.

As vezes meu melhor amigo é aquele que está comigo
quando estou sozinho
Mas quando estou sozinho
Não tem ninguém.

As vezes preciso de um ombro
Mas só tenho um aperto de mão
E novamente tenho vontade
De me jogar ao chão

As vezes o saco está cheio
Os olhos caídos
As pessoas cansam
E só falam ruídos

As vezes coisas novas não agradam
E as comuns são tediosas
As piadas cansativas
E as bringadeiras desgostosas

As vezes nem escrever parece interessante
por mais que pareça que vá fazer bem
O desanimo nem sempre é superficial
O tédio, as vezes, vai muito alem
Pareço estar cansado,
Até sinto que estou
Pareço estar alterado
E bem diferente do que sou

Já está acabando
E parece que aquele "Bom dia" não vem
Acho que a culpa é minha
mas pode ser sua também

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Maldosa, A Justiça Humana


Maldosa, A Justiça Humana

Na calada da noite,
O brilho da foice.
Maldosa, a justiça humana.

Que olha sedento.
Um espaço no tempo
O Cair das trevas no dia.
Que enfuria, a luxiria
Na carne, borbulha
Maldosa, a Mente humana.

Na calada da noite,
O brilho da foice.
O Carrasco coberto
pelo direito negro ao nada.
E que em um terrivel instante
Jorra em vermelho brilante
Maldosa, a justiça humana.

Em sinistra queda,
Paga na mesma moeda,
A moral se joga ao chão.
Esculpida na mente
A ignorancia corrente
Maldosa, A Tragédia Humana

Em um terrivel instante
Jorrado em vermelho brilante
O inocente sinte o fatal.
Um lasco na vida
da moral falida
Maldosa, a justiça humana.

Quem pune desune,
credita ao imune,
O lúdico e o asco do mal.
Levada a loucura
E tragar a conjura
Fadada até o final
Cometer o pecado
De um espírito rasgado
Pobre, a Mente humana

Os dedos entre as grades,
Lacrado em maldade
O inocente vê seu fim
E da liberdade
que um dia, a saudade
Destroiu em mim
Um lasco na vida
da moral falida
O inocente sente o fatal.
O calor falece
A memórian esquece
Da punição sem moral
O pecador está morto
Diz o hipócrita exorto
Sobre a maldade leviana
Convenciada, a multidão
Aprova a punição
Maldosa, a justiça humana.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sofrimento Malvioso


Sofrimento Malvioso

O que eu quero
não sai da minha mente
Mal espero a hora chegar
O que eu quero
É ver a gente
Mal espero a hora chegar

O Beijo é mais quente
e sente outras intenções
O coração agita no peito
Em brasa, nas emoções
O toque é mais sutil
mas é sentido por inteiro
O Maldoso não é vil
O ato tem um cheiro
A voz é palsada
No chão, a última camada
No corpo, a alçada
No olhar, a calada

O peso vem com calor
O movimento, com amor
A força, A dor
O branco, a cor.

O ritmo depende do estado
O corpo fica fraco
maltratado.
O grito, torna-se bom
É seguido sempre,
de outro som.

O tempo vai
O corpo anseia
Quatro paredes,
A Cama recheia.
O ápice, o desgaste,
Os pingos de suor,
Um belo sorriso,
E a frase que eu sei de cor.
O corpo está mais sensivel
O labio mordido visível
O que é feito
é indiscutivel
A marca deixada
É invisivel.

O deleito explode no corpo
Rápido, num instante morto
No rosto, um arder torto
Efim, o último mavioso é solto.
O ápice, o desgaste,
Os pingos de suor,
Um belo sorriso,
E a frase que eu sei de cor.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dando Valor


Dando Valor.

A dúvida, a alma
Nem sei se sou.
Levantar da lama
nem sei se vou.

Eu penso, eu quero
Os atos não falham
Mereço o terno
Para que não se espalham
Eu amo, a quero
Não importa o que acham
Faço eterno
O que as palavras não racham.

Um brilho, um sorriso
Foi eu quem fiz?
Feliz, falsa?
Ela não me diz.
Um sorriso torto
feito com giz
mas olhe ao seu lado
Ela está feliz.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Prazo


Prazo

...(leitura rápida)
Tenho prazo
Tenho tempo
Não me atrazo
Não sou lento
Quem me derá
ser isento
de outro prazo
sem tempo.

...(leitura normal)
Canso de ter que resolver
Problemas que não me atrapalham
Para pessoas que não me valham
Tudo que eu tenho que ceder
Sentir a cobrança
sem ser olhado na cara
Mesmo que me valha
Tanta desconfiança.

...(leitura rápida)
No horário,
Tem pressão
No pescoço,
o coração
Na cabeça,
a agressão
De uma tarde
que em vão
Dos dias
que passarão
Da rotina
sem padrão
E da tarefa
Sem razão.

...(leitura normal)
Os olhos dõe,
Mas já se acostumaram com o monitor
O copo vázio
Sem café para pôr.
Tenho irritação
E nem sei de onde ela vem
Não tenho saúde,
Já a trato com desdem.

...(leitura rápida)
Eles falam,
Eu aprendo
Eles calam
Eu entendo
Estou cansado
Estou cedendo
Estou armado
Estou lendo
Eu paro
Estou querendo
Eu caio
Me arrependo.

...(leitura normal)
A minha meta
Está se aproximando
Com medo, meu coração, está palpitando.
Eu vejo o tamanho do muro
Com medo, estou oscilando.
Estou sentindo um gosto amargo
Estou sentindo-me incompetente.
Incapaz de desistir
Na hora de falhar, finalmente.
No fundo eu quero
Minha conciência sente
Isso só aumenta meu temor
Meu pavor latente.
O prazo de um ano
Caindo em minha frente.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tarde Escura.



Tarde Escura


Sonhos jogados,
de nada me valem.
Apaticos e largados
que sempre me distraem.

Desisto da oração
Escolho a canção.
Me dá mais forças.

Olho, e nada vejo
A janela mostra o muro, duro.
Nenhuma paisagem é mais fria
O cinza me inibe, angustia.

A TV é igual,
Tanto a novela quando o jornal
tem o final igual.
O Irreal.

A casa vazia fica mais escura.
Mórbito não é a planta, é o retrato.
Tem um sorriso que me dá preguiça,
Só de lembrar com é sorrir assim.

Na cortina, o vento.
"Aí vem chuva". Não.
Prefiro não acender as lâmpadas.
A luz só artificiará a minha visão.
O cinza torna-se belo
O Cansaço é paralelo,
A Cama está vazia, gelada
A mente cheia, cansada

O ânimo não vem
O Tédio é o espírito
Preciso de alguém
Desisto.

Anceio, desejo,
Quero, preciso.
"Do quê?". Não sei.
Do jeito que está não basta.
Me afasta do que sou.
No final,
Nem sei se quero.
Puro esmero

Minha alma, minha ranhura,
Que a essa altura,
implora e murmura
Por uma soltura.
A libertadade da cinza e triste ruptura.
Espero que acabe logo,
mais essa tarde Escura.