segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Grande Batalha


A Grande Batalha

"Bem Vindo, Meu caro amigo
Chegou a tempo
para o espetaculo presenciar
As conrtinas estão fechadas, o palco vazio
Ouçam o que eu vou lhe falar."

"Vejo que está ancioso
Compriendo o seu sentimento
É o espetaculo do ano
Fique de olhos bem atentos"

As conrtinas se abrem
Os atores estão quase em cena
As luzes se acendem
A casa está cheia

"Que entre o primeiro astro"
É frio, o olhar do carrasco.
Ele olha todos os condenados
Ja vizualisa os piores desastrados.

O maldito fala coisas
que todos da platéia ja sabem
Quando diz o tempo da execussão
Suas infelizes bocas se abrem.

"Que entre a grande estrela
nos dê o prazer de sua preseça"
É um monstro branco, misterioso
Que garrega a nossa sentença.

Queto, no canto
O monstro parece inofensivo.
O carrasto torna a falar
Sobre o momento decisivo.

O momento em que a fera terá de ser domada
Ou a vencemos com coragem
Ou a vida será desperdiçada

"Que entre a vítima,
Ou melhor, o último ator.
Espero que nos surprienda
seja lá quem for"

O monstro monstra sua cara
E eu, a vítima, minha arma.
Quem sairá vencedor?
Espero que eu surprienda,
seja lá como for.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Outra Engrenagem


Outra Engrenagem

Não seja uma folha no vento
Que voa mais do que as outras e
se perde para sempre

Não seja a primeira gota da chuva
Que cai sozinha
E não desaparece na água corrente

Não seja a ovelha negra
Que foge do rebanho
e tem atos inconsequentes

Não seja o borrão na tela
Que se destaca sozinho
E tira o sinconismo da mente

Não seja o lobo solitario
Que caça sozinho
E mais assusta a gente

Seja parte do quebra-cabeça
Um tijolo no muro
Uma formiga no formigueiro
Outro coração puro

Seja uma banana do cacho
Peça da linha de montagem
Outro pássaro na gaiola
Uma importante engrenagem

Seja parte do todo
Isento a escusa
Vital para essa máquina
E insignificante para quem a usa

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Bom dia?


Bom dia?

As vezes queria estar largado
Caído, no chão, estirado.
As vezes sinto que o pilar que sustenta meu ânimo
é feito de areia
E basta uma marola que tudo irá se desfazer

As vezes acordo e me arrependo de não ter sonhado mais
E levantar e fazer aquilo que todo mundo faz.
As vezes um "Bom dia" parece irônico
ou até uma gozação de alguém
Procuro e tento
mas esse "Bom dia" não vem.

As vezes meu melhor amigo é aquele que está comigo
quando estou sozinho
Mas quando estou sozinho
Não tem ninguém.

As vezes preciso de um ombro
Mas só tenho um aperto de mão
E novamente tenho vontade
De me jogar ao chão

As vezes o saco está cheio
Os olhos caídos
As pessoas cansam
E só falam ruídos

As vezes coisas novas não agradam
E as comuns são tediosas
As piadas cansativas
E as bringadeiras desgostosas

As vezes nem escrever parece interessante
por mais que pareça que vá fazer bem
O desanimo nem sempre é superficial
O tédio, as vezes, vai muito alem
Pareço estar cansado,
Até sinto que estou
Pareço estar alterado
E bem diferente do que sou

Já está acabando
E parece que aquele "Bom dia" não vem
Acho que a culpa é minha
mas pode ser sua também

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Maldosa, A Justiça Humana


Maldosa, A Justiça Humana

Na calada da noite,
O brilho da foice.
Maldosa, a justiça humana.

Que olha sedento.
Um espaço no tempo
O Cair das trevas no dia.
Que enfuria, a luxiria
Na carne, borbulha
Maldosa, a Mente humana.

Na calada da noite,
O brilho da foice.
O Carrasco coberto
pelo direito negro ao nada.
E que em um terrivel instante
Jorra em vermelho brilante
Maldosa, a justiça humana.

Em sinistra queda,
Paga na mesma moeda,
A moral se joga ao chão.
Esculpida na mente
A ignorancia corrente
Maldosa, A Tragédia Humana

Em um terrivel instante
Jorrado em vermelho brilante
O inocente sinte o fatal.
Um lasco na vida
da moral falida
Maldosa, a justiça humana.

Quem pune desune,
credita ao imune,
O lúdico e o asco do mal.
Levada a loucura
E tragar a conjura
Fadada até o final
Cometer o pecado
De um espírito rasgado
Pobre, a Mente humana

Os dedos entre as grades,
Lacrado em maldade
O inocente vê seu fim
E da liberdade
que um dia, a saudade
Destroiu em mim
Um lasco na vida
da moral falida
O inocente sente o fatal.
O calor falece
A memórian esquece
Da punição sem moral
O pecador está morto
Diz o hipócrita exorto
Sobre a maldade leviana
Convenciada, a multidão
Aprova a punição
Maldosa, a justiça humana.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sofrimento Malvioso


Sofrimento Malvioso

O que eu quero
não sai da minha mente
Mal espero a hora chegar
O que eu quero
É ver a gente
Mal espero a hora chegar

O Beijo é mais quente
e sente outras intenções
O coração agita no peito
Em brasa, nas emoções
O toque é mais sutil
mas é sentido por inteiro
O Maldoso não é vil
O ato tem um cheiro
A voz é palsada
No chão, a última camada
No corpo, a alçada
No olhar, a calada

O peso vem com calor
O movimento, com amor
A força, A dor
O branco, a cor.

O ritmo depende do estado
O corpo fica fraco
maltratado.
O grito, torna-se bom
É seguido sempre,
de outro som.

O tempo vai
O corpo anseia
Quatro paredes,
A Cama recheia.
O ápice, o desgaste,
Os pingos de suor,
Um belo sorriso,
E a frase que eu sei de cor.
O corpo está mais sensivel
O labio mordido visível
O que é feito
é indiscutivel
A marca deixada
É invisivel.

O deleito explode no corpo
Rápido, num instante morto
No rosto, um arder torto
Efim, o último mavioso é solto.
O ápice, o desgaste,
Os pingos de suor,
Um belo sorriso,
E a frase que eu sei de cor.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dando Valor


Dando Valor.

A dúvida, a alma
Nem sei se sou.
Levantar da lama
nem sei se vou.

Eu penso, eu quero
Os atos não falham
Mereço o terno
Para que não se espalham
Eu amo, a quero
Não importa o que acham
Faço eterno
O que as palavras não racham.

Um brilho, um sorriso
Foi eu quem fiz?
Feliz, falsa?
Ela não me diz.
Um sorriso torto
feito com giz
mas olhe ao seu lado
Ela está feliz.