segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Prazo


Prazo

...(leitura rápida)
Tenho prazo
Tenho tempo
Não me atrazo
Não sou lento
Quem me derá
ser isento
de outro prazo
sem tempo.

...(leitura normal)
Canso de ter que resolver
Problemas que não me atrapalham
Para pessoas que não me valham
Tudo que eu tenho que ceder
Sentir a cobrança
sem ser olhado na cara
Mesmo que me valha
Tanta desconfiança.

...(leitura rápida)
No horário,
Tem pressão
No pescoço,
o coração
Na cabeça,
a agressão
De uma tarde
que em vão
Dos dias
que passarão
Da rotina
sem padrão
E da tarefa
Sem razão.

...(leitura normal)
Os olhos dõe,
Mas já se acostumaram com o monitor
O copo vázio
Sem café para pôr.
Tenho irritação
E nem sei de onde ela vem
Não tenho saúde,
Já a trato com desdem.

...(leitura rápida)
Eles falam,
Eu aprendo
Eles calam
Eu entendo
Estou cansado
Estou cedendo
Estou armado
Estou lendo
Eu paro
Estou querendo
Eu caio
Me arrependo.

...(leitura normal)
A minha meta
Está se aproximando
Com medo, meu coração, está palpitando.
Eu vejo o tamanho do muro
Com medo, estou oscilando.
Estou sentindo um gosto amargo
Estou sentindo-me incompetente.
Incapaz de desistir
Na hora de falhar, finalmente.
No fundo eu quero
Minha conciência sente
Isso só aumenta meu temor
Meu pavor latente.
O prazo de um ano
Caindo em minha frente.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tarde Escura.



Tarde Escura


Sonhos jogados,
de nada me valem.
Apaticos e largados
que sempre me distraem.

Desisto da oração
Escolho a canção.
Me dá mais forças.

Olho, e nada vejo
A janela mostra o muro, duro.
Nenhuma paisagem é mais fria
O cinza me inibe, angustia.

A TV é igual,
Tanto a novela quando o jornal
tem o final igual.
O Irreal.

A casa vazia fica mais escura.
Mórbito não é a planta, é o retrato.
Tem um sorriso que me dá preguiça,
Só de lembrar com é sorrir assim.

Na cortina, o vento.
"Aí vem chuva". Não.
Prefiro não acender as lâmpadas.
A luz só artificiará a minha visão.
O cinza torna-se belo
O Cansaço é paralelo,
A Cama está vazia, gelada
A mente cheia, cansada

O ânimo não vem
O Tédio é o espírito
Preciso de alguém
Desisto.

Anceio, desejo,
Quero, preciso.
"Do quê?". Não sei.
Do jeito que está não basta.
Me afasta do que sou.
No final,
Nem sei se quero.
Puro esmero

Minha alma, minha ranhura,
Que a essa altura,
implora e murmura
Por uma soltura.
A libertadade da cinza e triste ruptura.
Espero que acabe logo,
mais essa tarde Escura.